01 junho 2007

De Henry Miller

"...Existe algum poeta visível, de quinta magnitude ao menos ? Não vejo nenhum. Não chamo de poeta quem apenas faz versos, com ou sem rima. Para mim, o poeta é aquele homem capaz de alterar profundamente o mundo. Se houver um poeta desses vivendo entre nós, que se proclame. Que levante a voz ! Mas terá que ser uma voz que possa abafar o estrondo da bomba. E que use uma linguagem que derreta os corações humanos, que faça borbulhar o sangue".

(Henry Miller em "A Hora dos Assassinos")

Abraços!

11 Comments:

Blogger Sakana-san said...

Os poucos que conheço, capazes de tal feito, já se foram, infelizmente...

01 junho, 2007 14:10  
Anonymous Edson Marques said...

Henry Miller é o meu herói. Vivo relendo os livros dele. Já li todos. Estou agora com Trópico de Câncer, Primavera Negra e Nexus.


Abraços, flores, estrelas!

01 junho, 2007 18:54  
Anonymous Lidiane said...

Risos.
Parece que eu e o Edson compartilhamos o mesmo gosto pelo Miller.
Costumo dizer que ele é o meu deus lascivo da literatura.
AMO! AMO e AMO!

Beijo, Élcio.

01 junho, 2007 22:13  
Blogger Janete Cardoso said...

Ainda que haja um poeta assim, nem todos os homens leriam suas poesias...
bjs, querido!
Apareça em meu blog, vc é muito importante pra mim!rsrs

05 junho, 2007 20:38  
Blogger Tamara said...

Se existir tal poeta.
Avise-me, por favor.
Dizendo:
"Corra, Tamara, corra".

B-joletas.

PS: Aguardo o meu prometido, viu?!

09 junho, 2007 01:03  
Blogger Tânia said...

Deixarei Mário Quintana comentar por mim...


Eu queria trazer-te uns versos muito lindos

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia...
como
uma pobre lanterna que incendiou!

Beijão...
Padre Quevedo veio me visitar, segundo ele por uma solicitação sua...rsrsrsrsrsrs

13 junho, 2007 17:39  
Blogger Sakana-san said...

Vamos atualizar, vamos??? ^__-

15 junho, 2007 11:57  
Blogger Edson Marques said...

Élcio,

mais folres e Henry pra você!

15 junho, 2007 14:44  
Blogger Sakana-san said...

Puxa... Quanta honra! Como irá ler no meu último post, só tenho tido coisas boas. Beijo...

19 junho, 2007 14:14  
Blogger Fernando Galuppo said...

Curioso que a primeira coisa que me veio à mente ao ler esse post, ótimo e oportuno, aliás, foi aquela frase do Pessoa:

"Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. (...) Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? (...)" FERNANDO PESSOA

Creio que poetas assim ainda existam. Lá nos recônditos do finito. Longe das telas, ignorados pelo falso êxito.
Mendigos do hoje, heróis do amanhã (como diria a Lispector sobre a glorificação dos mortos no "Perto do Coração Selvagem") .
Mas fato é que eles existem (hão de existir); nós sabemos que sim; sentimos que sim.
Simplesmente existem, ainda que raros.
E existem assim,...por aí mesmo... Muitas vezes como vizinhos, amigos, ou parentes "sem valor".
Muitas vezes perdidos até noutras artes; ou esculpindo jardins, ao invés de palavras (talvez estejam certos; palavras a serem lidas por quem?).
Acabo de perceber que também procuro esses poetas reais...
Mas em geral acho que são mudos...
Ou som do trio elétrico entra mais estridente nos nossos ouvidos...
(Ou somos surdos...)

Bela citação.
Abraço,
Fernando

24 junho, 2007 02:52  
Blogger Tânia said...

Tenho um respeito incomum por Henry Miller, por força e obra deste seu texto reli Tropico de Câncer neste fim de semana...
Beijos sumido...
Ps.: Olha que guardei o telefone do Padre Quevedo hein...

27 junho, 2007 10:23  

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